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	<title>Toda a Memória do Mundo</title>
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	<description>-The Night Window- de Edward Hopper / Instantâneo da solidão</description>
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		<title>Toda a Memória do Mundo</title>
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		<title>Esteja avisado: vai haver sangue</title>
		<link>http://memoriadomundo.wordpress.com/2008/02/17/esteja-avisado-vai-haver-sangue/</link>
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		<pubDate>Sun, 17 Feb 2008 06:33:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Secco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Filme do Dia: Sangue Negro (There Will Be Blood), de Paul Thomas Anderson, 2007 A primeira coisa que pensei assim que soube da existência de Sangue Negro foi em como Paul Thomas Anderson é heterogêneo. Em seu quinto longa-metragem, conseguiu explorar universos extremamente distintos, desde o cassino de Sydney, do cinema pornográfico em Boogie Nights, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=memoriadomundo.wordpress.com&amp;blog=1252386&amp;post=144&amp;subd=memoriadomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/02/sangue_negro_1_gde.jpg" alt="sangue_negro_1_gde.jpg" /></p>
<p>Filme do Dia: <span style="font-style:italic;">Sangue Negro</span> (<span style="font-style:italic;">There Will Be Blood</span>), de Paul Thomas Anderson, 2007</p>
<p>A primeira coisa que pensei assim que soube da existência de Sangue Negro foi em como Paul Thomas Anderson é heterogêneo. Em seu quinto longa-metragem, conseguiu explorar universos extremamente distintos, desde o cassino de <span style="font-style:italic;">Sydney</span>, do cinema pornográfico em <span style="font-style:italic;">Boogie Nights</span>, passando pela chuva de sapos de <span style="font-style:italic;">Magnólia</span>, pelo romance tresloucado de <span style="font-style:italic;">Embriagado de Amor</span> e chegando a esse épico petrolífero que é <span style="font-style:italic;">Sangue Negro</span>. Essa trajetória é importante por traçar como o diretor consegue manter uma narrativa própria em ambientações tão distintas. E não, os filmes não se parecem, não se aproximam tanto quanto pode ser pensar de início. O traço de autor está além da esquematização de símbolos construídos pelo diretor: está mais próximo da forma como ele narra suas suas histórias.</p>
<p>Começa pela noção de que P.T. Anderson, apesar de atingir grande reconhecimento no circuito comercial, nunca deixou de experimentar linguagem. Em <span style="font-style:italic;">Embriagado de Amor</span>, por exemplo, toda a narrativa é tracejada por flares (aquelas luzinhas que entram na lente quando a gente está contra a luz) azuis e vermelhos, compondo dois espaços nítidos entre os dois protagonistas Adam Sandler e Emily Watson. Em <span style="font-style:italic;">Sangue Negro</span>, há uma espécie de plano que perpassa todo o filme e é a forma mais impressionante de narração que o filme atinge: a câmera em steadycam (uma aparelho que estabiliza a câmera na mão), se aproxima da ação lentamente, balançando de leve, enquanto a música ruge ao fundo. Há vários desses ao longo dos mais de 150 minutos de filme. O importante é o fôlego de experimentação narrativa que traz ao filme: é interessante ver uma câmera que se entrega e se mostra tanto num filme com um ambiente tão antigo e inóspito (assim como numa cena onde uma tira de óleo espirra na lente).</p>
<p>Os planos vão se encadeando de forma inconstante. A todo o momento há no ar uma sensação de desespero, de incômodo, de ansiedade. A tensão fica no ar, a morte fica no ar (talvez até mais que no filme dos Irmãos Coen), muito ajudada pela maravilhosa trilha sonora de Jonny Greenwood (é ele mesmo, do <span style="font-style:italic;">Radiohead</span>). Em Embriagado de Amor essa ansiedade sonora já se mostrava muito presente: há sons, ruídos, batidas e música o tempo todo. Como aqui, mas em <span style="font-style:italic;">Sangue Negro</span> tudo é mais pesado, denso. A trilha desconjuntada bate o coração mais forte, deixa tudo mais rápido, mais impensado, mais amedrontador &#8211; diga-se de passagem, uma das melhores trilhas sonoras que ouvi nos últimos tempos. Aliás, palmas também para a incrível e impecável Edição de Som do filme (entrem no <a href="http://www.therewillbeblood.com">site oficial do filme</a> para ter uma idéia da trilha).</p>
<p><img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/02/sangue_negro_4_peq.jpg" alt="sangue_negro_1_gde.jpg" align="left" /><span style="font-style:italic;">Sangue Negro</span> fala sobre um homem ganancioso e obstinado. Constrói a relação dele com seu filho e com uma vila onde ele descobre grande quantidade de petróleo e decide explorar. Nessa comunidade então, o principal conflito de Daniel Plainview (a personagem de Daniel Day-Lewis) é com a Igreja e o padre Eli (Paul Dano). Trava-se aí, se pensarmos de maneira mais simplista, o conflito moderno entre Estado e Igreja, ou mais ainda, entre o Capitalismo Industrial e a Igreja. Há também as relações conflituosas de Daniel com seus empregados, com seus concorrentes e, ainda, com seu suposto irmão, que chega na cidade lá pro meio do filme. Fica então a idéia de poder pairando a todo o momento na sala de cinema. Aqueles que leram muito Foucault ficariam eufóricos com as relações de micro-poder que o filme desenvolve. Mas, em última instância, a boa e velha análise marxista-0rtodoxa também vale: a grande leviatã da luta de classes está presente a todo momento. “Você tem todo esse petróleo debaixo do chão, mas tem alguém que possa alcancá-lo?“, questiona Daniel Plainview, em vários momentos, aos donos das terras que pretende comprar.</p>
<p>Fica a questão então de onde vai o cinema norte-americano recente. Há uma forte relação entre <span style="font-style:italic;">Sangue Negro</span> e <span style="font-style:italic;">Onde os fracos não têm vez</span>, dos Irmãos Coen (talvez até também em <span style="font-style:italic;">Os Indomáveis</span>, remake de James Mangold). Não apenas no ambiente desértico, na narrativa tensa e cheia de inquietações, mas na dedicação à figura do facínora, do mal impiedoso, inexorável (fica aqui então o atestado da ingenuidade de <span style="font-style:italic;">Os Indomáveis</span>, um remake de um filme de 57 que simplesmente não se encaixa mais no mundo). Há, nos três filmes, relações de poder e moral que se constroem ao redor da fogueira, como os homens primatas. <img src="http://www.revistamoviola.com/wp-content/uploads/2008/02/sangue_negro_3_peq.jpg" alt="sangue_negro_1_gde.jpg" align="left" />Há, portanto, a construção moral de uma sociedade, de um país. Hoje, nesse século XXI sem perspectivas, voltamos a falar de construção, de começo, de transformação. Há então uma volta ao primitivismo animal, à carnificina quase canibal, ao ódio instintivo. Mas o ódio tem regras, tem moral. Em <span style="font-style:italic;">Sangue Negro</span>, o aparente desdém de Daniel reforça sua obstinação. É fabulosa a maneira como, sem sequer se questionar, ele ultrapassa toda e qualquer regra que alguém pudesse ter criado e, como a própria Revolução Industrial que acompanha, define um novo mundo, a seus pés.</p>
<p>ps: falei de inovação de linguagem, mas por último, Anderson aproveita para criar um pequeno paradoxo de linguagem. Enquanto seu filme narra de maneira extremamente nova uma história antiga, resolve inovar também ao voltar no tempo: como se fazia apenas muito antigamente (ou em curtas metragens), os créditos finais do filme contém apenas cartelas, e não o scrolling text (aquelas letrinhas que vão subindo).</p>
<p>Texto originalmente publicado na <a href="http://www.revistamoviola.com">Revista Moviola</a></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/memoriadomundo.wordpress.com/144/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/memoriadomundo.wordpress.com/144/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/memoriadomundo.wordpress.com/144/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/memoriadomundo.wordpress.com/144/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/memoriadomundo.wordpress.com/144/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/memoriadomundo.wordpress.com/144/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/memoriadomundo.wordpress.com/144/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/memoriadomundo.wordpress.com/144/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/memoriadomundo.wordpress.com/144/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/memoriadomundo.wordpress.com/144/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/memoriadomundo.wordpress.com/144/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/memoriadomundo.wordpress.com/144/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/memoriadomundo.wordpress.com/144/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/memoriadomundo.wordpress.com/144/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/memoriadomundo.wordpress.com/144/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/memoriadomundo.wordpress.com/144/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=memoriadomundo.wordpress.com&amp;blog=1252386&amp;post=144&amp;subd=memoriadomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Foto Processo</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Feb 2008 03:13:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Secco</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um amigo meu tem um projeto chamado Foto Processo. A idéia é ele publicar uma foto dele e permitir que qualquer um a altere, de qualquer maneira e depois envie o resultado. Ele publica sempre no fotolog. A última foto que publicou foi para a Revista Moviola também, da qual faço parte. Aí mandei 4 [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=memoriadomundo.wordpress.com&amp;blog=1252386&amp;post=143&amp;subd=memoriadomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um amigo meu tem um projeto chamado <a href="http://www.flickr.com/photos/fotoprocesso">Foto Processo</a>. A idéia é ele publicar uma foto dele e permitir que qualquer um a altere, de qualquer maneira e depois envie o resultado. Ele publica sempre no fotolog. A última foto que publicou foi para a <a href="http://www.revistamoviola.com/">Revista Moviola</a> também, da qual faço parte.</p>
<p>Aí mandei 4 processos meus. Um deles foi publicado só na Revista, já que o Flickr têm restrições de &#8220;conteúdo adulto&#8221;&#8230; Peço, então, que confiram tanto <a href="http://www.revistamoviola.com/2007/12/19/instrucoes-para-um-foto-processo/">meus processos</a>, como o <a href="http://www.flickr.com/photos/fotoprocesso">projeto do Aristeu</a> (quase esqueço de colocar o nome dele aqui).</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/memoriadomundo.wordpress.com/143/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/memoriadomundo.wordpress.com/143/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/memoriadomundo.wordpress.com/143/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/memoriadomundo.wordpress.com/143/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/memoriadomundo.wordpress.com/143/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/memoriadomundo.wordpress.com/143/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/memoriadomundo.wordpress.com/143/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/memoriadomundo.wordpress.com/143/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/memoriadomundo.wordpress.com/143/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/memoriadomundo.wordpress.com/143/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/memoriadomundo.wordpress.com/143/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/memoriadomundo.wordpress.com/143/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/memoriadomundo.wordpress.com/143/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/memoriadomundo.wordpress.com/143/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/memoriadomundo.wordpress.com/143/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/memoriadomundo.wordpress.com/143/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=memoriadomundo.wordpress.com&amp;blog=1252386&amp;post=143&amp;subd=memoriadomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Estudos</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jan 2008 03:15:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Secco</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Perto do reveillon fui à casa dos meus pais e fiquei fuçando com a câmera digital do meu pai. Engraçado esse tempo de hoje, onde a facilidade de produção de vídeos é extrema. Se sites como Youtube proliferaram na internet exatamente pela possibilidade de exibição imediata e intercontinental de filmes caseiros, sobre qualquer assunto, com [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=memoriadomundo.wordpress.com&amp;blog=1252386&amp;post=139&amp;subd=memoriadomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Perto do reveillon fui à casa dos meus pais e fiquei fuçando com a câmera digital do meu pai. Engraçado esse tempo de hoje, onde a facilidade de produção de vídeos é extrema. Se sites como Youtube proliferaram na internet exatamente pela possibilidade de exibição imediata e intercontinental de filmes caseiros, sobre qualquer assunto, com qualquer duração e com qualquer tipo de apuro técnico, é interessante analisar também como as próximas gerações terão uma relação completamente diferente com a imagem audiovisual.</p>
<p>Os filmes caseiros da geração Super 8 trouxeram a possibilidade de filmagem a pessoas físicas, por assim dizer; o VHS permitiu a virtualmente qualquer um filmar qualquer momento; nesse ponto, portanto, nada de diferente na era digital. A grande revolução do vídeo caseiro do nosso tempo está na forma de exibição. Enquanto em gerações anteriores os filmes eram guardados em gavetas e apenas exibidos para visitantes curiosos (ou não!) com a intimidade da família (ou mesmo o mero registro de acontecimentos de ultra-importância), nós já podemos exibir mundialmente nossas estripulias mais privadas (para as ainda mais privadas vale a visita ao pornotube.com). Essa inusitada possibilidade de exibição ilimitada permite a construção de um imaginário coletivo interessantíssimo. Vale uma prolongada visita ao YouTube e seus inúmeros vídeos caseiros de crianças, gatos, cachorros, tios e tias, churrascos, etc. Não há mais limites para a exibição (o mais engraçado disso tudo é que muitas vezes não se tem a menor noção de exibicionismo arraigado).</p>
<p>Toda essa idéia vai aos poucos gerando uma nova idéia de televisão, de comunicação, de programação, distribuição. Confuso viver nesses tempos.</p>
<p>Mas nem queria falar disso. O especial do pré-reveillon foi que, com câmera na mão, fiz algo que nunca tinha feito: filmei aleatoriamente coisas que achava interessantes, bonitas (ou não) com o simples intuito de criar imagens, estudá-las, saturá-las na cabeça pra, depois de olhar tanto o óbvio (aquilo que a gente faz assim, com um primeiro olhar) saber exatamente o que poder extrair dali, ou o que descartar. Esse tipo de estudo de linguagem cinematográfica, creio, ainda irá se provar importantíssimo pra mim. Na verdade, já está nesse caminho. Meu roteiro mais recente acabou utilizando imagens criadas nesses esboços.</p>
<p>Os filmes &#8220;improvisistas&#8221; que fiz junto com amigos (&#8220;os memorialistas&#8221; e &#8220;Praiano&#8221;), levam muito dessa idéia: a criação imediata de imagens com o intuito simples de saturá-las, de servir como momento e objeto de estudo. Lá é diferente, claro. Na montagem havia uma idéia de criação de discurso, de encadeamento lógico (?) das imagens. Aqui não.</p>
<p>Ficam aqui então os 4 estudos que coloquei no YouTube, caseiros todos eles, bem típicos da linguagem contemporânea (hahaha).</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://memoriadomundo.wordpress.com/2008/01/29/estudos/"><img src="http://img.youtube.com/vi/kOV5MoAsFac/2.jpg" alt="" /></a></span>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://memoriadomundo.wordpress.com/2008/01/29/estudos/"><img src="http://img.youtube.com/vi/rJ3TtHSWJ_I/2.jpg" alt="" /></a></span>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://memoriadomundo.wordpress.com/2008/01/29/estudos/"><img src="http://img.youtube.com/vi/lb8oTIU5IGk/2.jpg" alt="" /></a></span>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://memoriadomundo.wordpress.com/2008/01/29/estudos/"><img src="http://img.youtube.com/vi/GfH75KkfScc/2.jpg" alt="" /></a></span>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/memoriadomundo.wordpress.com/139/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/memoriadomundo.wordpress.com/139/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/memoriadomundo.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/memoriadomundo.wordpress.com/139/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/memoriadomundo.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/memoriadomundo.wordpress.com/139/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/memoriadomundo.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/memoriadomundo.wordpress.com/139/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/memoriadomundo.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/memoriadomundo.wordpress.com/139/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/memoriadomundo.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/memoriadomundo.wordpress.com/139/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/memoriadomundo.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/memoriadomundo.wordpress.com/139/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/memoriadomundo.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/memoriadomundo.wordpress.com/139/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=memoriadomundo.wordpress.com&amp;blog=1252386&amp;post=139&amp;subd=memoriadomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">fsecco</media:title>
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		<title>A história passando devagar</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Jan 2008 15:38:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Secco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>

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		<description><![CDATA[A noção de que o tempo passa rápido demais só se dá por termos uma incrível capacidade de relevar fatos importantes, deixar que as coisas passem despercebidas. É aquele efeito trivial de percepção no qual, quando encontramos uma pessoa diariamente, mal percebemos suas mudanças fisionômicas ao passo que, se ficarmos seis meses sem vê-la, fica [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=memoriadomundo.wordpress.com&amp;blog=1252386&amp;post=133&amp;subd=memoriadomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://memoriadomundo.files.wordpress.com/2008/01/revchina.jpg?w=497" alt="revchina.jpg" /></p>
<p>A noção de que o tempo passa rápido demais só se dá por termos uma incrível capacidade de relevar fatos importantes, deixar que as coisas passem despercebidas. É aquele efeito trivial de percepção no qual, quando encontramos uma pessoa diariamente, mal percebemos suas mudanças fisionômicas ao passo que, se ficarmos seis meses sem vê-la, fica fácil perceber que ela engordou, emagreceu ou coisa do gênero.</p>
<p>É engraçado como isso acontece com tudo, absolutamente tudo. Hoje estava vendo jornal enquanto almoçava. O <i>frisson </i>olímpico já começou e, como sempre, os jornais se atém a mostrar as obras, as mudanças na vida local, a espera do início dos jogos. Em meio a tudo isso, um daqueles momentos sublimes que só jornais de meio-dia proporcionam, dado que é neles que as pequenas histórias locais são contadas, as pequenas simplicidades e idiossincrasias das pessoas de uma região (sim, eu me emociono freqüentemente assistindo esse tipo de noticiário). No caso de agora, nem se tratava de uma notícia típica, mas um pequeno detalhe no meio de uma enorme matéria sobre a cidade olímpica de 2008, Pequim.</p>
<p>A matéria ressaltava que Pequim já estaria quase pronta para receber as Olímpiadas. Todas as obras olímpicas estão completas, exceto o principal estádio &#8211; que aliás, é de uma arquitetura impressionante. Em meio às preparações para o evento, a matéria citava o fato de o governo chinês oferecer aulas de inglês gratuitas. Vemos, então, dois senhores (um de 72 e outro de 65, creio), aprendendo inglês com uma professora particular.</p>
<p>Eu frações de segundos, muitas coisas passaram na minha cabeça. É meio óbvia a relação com o comunismo chinês, a Revolução Cultural e o Livro Vermelho (nota: o livro no qual o senhor aprendia inglês tinha capa vermelha também). Mas isso não importa tanto. Não sou maoísta e meu julgamento da cena não parte de nenhum posição política firme. A beleza da coisa está em perceber, assim, de uma vez, que o tempo passa mesmo, que as coisas se modificam lentamente, gradualmente e, quando nos damos conta, está tudo absolutamente diferente. É triste, claro, ver que as coisas passam assim, atropeladas e esmagadas, quase esquecidas. Ver que uma nação que um dia lutou por um ideal qualquer hoje pouco se importa com ele (ou que, na verdade, ter um ideal pouco importa). Mas é bonito de ver como tudo se renova. Aquele senhor de 72 anos, que nasceu antes da Revolução Chinesa, que vivenciou toda a longa história do comunismo maoísta, que criou e fincou suas raízes por ali, vendo dia a dia as coisas se modificarem, ele, de todos, era o mais animado em aprender o contrário do que provavelmente ouviu a vida toda.</p>
<p>Para um militante chinês que, congelado nos anos 60 ou 70, acordasse hoje, o absurdo completo estaria vigorando em seu país. Para aqueles que viveram um dia após o outro, nada mais normal. Depois virá a matéria da enchente no Rio, depois a do jogo do Flamengo e depois, sabe-se lá.</p>
<p><a href="http://memoriadomundo.files.wordpress.com/2008/01/destroy_old_world.jpg" title="destroy_old_world.jpg"><img src="http://memoriadomundo.files.wordpress.com/2008/01/destroy_old_world.thumbnail.jpg?w=497" alt="destroy_old_world.jpg" align="left" /></a><i> Cartaz da Revolução Cultural que diz, segundo o Wikipedia: &#8220;Destrua o Velho Mundo / Construa um Novo Mundo&#8221;</i></p>
<p>ps: Vejam uma <a href="http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM750390-7823-CHINESES+SE+APRIMORAM+NO+INGLES+PARA+A+OLIMPIADA+DE,00.html" target="_blank">matéria sobre o assunto no site da Globo</a>. Não foi esta a matéria que vi, mas vale também. Note apenas que esta matéria é uma merda.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/memoriadomundo.wordpress.com/133/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/memoriadomundo.wordpress.com/133/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/memoriadomundo.wordpress.com/133/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/memoriadomundo.wordpress.com/133/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/memoriadomundo.wordpress.com/133/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/memoriadomundo.wordpress.com/133/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/memoriadomundo.wordpress.com/133/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/memoriadomundo.wordpress.com/133/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/memoriadomundo.wordpress.com/133/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/memoriadomundo.wordpress.com/133/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/memoriadomundo.wordpress.com/133/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/memoriadomundo.wordpress.com/133/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/memoriadomundo.wordpress.com/133/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/memoriadomundo.wordpress.com/133/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/memoriadomundo.wordpress.com/133/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/memoriadomundo.wordpress.com/133/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=memoriadomundo.wordpress.com&amp;blog=1252386&amp;post=133&amp;subd=memoriadomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Triste Palhaço (sobre Pavarotti)</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Sep 2007 16:28:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Secco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>

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		<description><![CDATA[Não, eu nunca fui fã de Pavarotti. Na verdade, achava aquela coisa de 3 Tenores uma bobagem. Não gostava de suas incursões no pop-rock ou afins. Achava-o canastrão. Mas é fato que Pavarotti marcou minha geração. Foi com certeza o primeiro, talvez o único contato das pessoas da minha idade com a Ópera. Era como [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=memoriadomundo.wordpress.com&amp;blog=1252386&amp;post=126&amp;subd=memoriadomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não, eu nunca fui fã de Pavarotti. Na verdade, achava aquela coisa de 3 Tenores uma bobagem. Não gostava de suas incursões no pop-rock ou afins. Achava-o canastrão. Mas é fato que Pavarotti marcou minha geração. Foi com certeza o primeiro, talvez o único contato das pessoas da minha idade com a Ópera. Era como o rosto simbólico da Ópera, de certo modo, para pessoas menos conhecedoras. Parece agora, então, que o grande espetáculo estará mais distante das vidas comuns, mais alienado.</p>
<p>Lembro de um comercial da Coca-Cola onde um homem interpretava &#8220;I Pagliacci&#8221;, de Leoncavallo. Era a famosa ária &#8220;Vesti la Giubba&#8221;. Até que um garotinho se aproximava, vindo dos bastidores. Entrava no palco e oferecia ao sofredor bufão uma garrafinha do refrigerante. O palhaço parava de cantar e, sorrindo, bebia. O comercial é bobinho até. Mas lembro que a música me marcou muitíssimo. Achei-a linda. E procurei alguma versão dela.  Quem a cantava, na versão, era Pavarotti.</p>
<span style='text-align:left;display:block;'><p><object type='application/x-shockwave-flash' data='http://s2.wp.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' width='290' height='24' id='audioplayer1'><param name='movie' value='http://s2.wp.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' /><param name='FlashVars' value='&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=0xFFFFFF&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http%3A%2F%2Fwww.geocities.com%2Ffcsecco%2Fluciano_pavarotti_I_Pagliacci.mp3' /><param name='quality' value='high' /><param name='menu' value='false' /><param name='bgcolor' value='#FFFFFF' /><param name='wmode' value='opaque' /></object></p></span>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/memoriadomundo.wordpress.com/126/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/memoriadomundo.wordpress.com/126/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/memoriadomundo.wordpress.com/126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/memoriadomundo.wordpress.com/126/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/memoriadomundo.wordpress.com/126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/memoriadomundo.wordpress.com/126/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/memoriadomundo.wordpress.com/126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/memoriadomundo.wordpress.com/126/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/memoriadomundo.wordpress.com/126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/memoriadomundo.wordpress.com/126/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/memoriadomundo.wordpress.com/126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/memoriadomundo.wordpress.com/126/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/memoriadomundo.wordpress.com/126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/memoriadomundo.wordpress.com/126/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/memoriadomundo.wordpress.com/126/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/memoriadomundo.wordpress.com/126/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=memoriadomundo.wordpress.com&amp;blog=1252386&amp;post=126&amp;subd=memoriadomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Uma nova proposta</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Sep 2007 04:41:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Secco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Galeria]]></category>

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		<description><![CDATA[Percebi que, agora que minha vida se enlouquece de tarefas, manter esse blog apenas como espaço de cinema é bobagem. Acho que, ainda mantendo a proposta de uma relação de memória, colocar aqui criações cotidianas, falar de minhas mudanças, evoluções, involuções, crises e superações, artísticas num primeiro momento; perceptivas, de fruição, num segundo; pessoais, num [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=memoriadomundo.wordpress.com&amp;blog=1252386&amp;post=122&amp;subd=memoriadomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Percebi que, agora que minha vida se enlouquece de tarefas, manter esse blog apenas como espaço de cinema é bobagem. Acho que, ainda mantendo a proposta de uma relação de memória, colocar aqui criações cotidianas, falar de minhas mudanças, evoluções, involuções, crises e superações, artísticas num primeiro momento; perceptivas, de fruição, num segundo; pessoais, num terceiro. Falar dessas coisas, colocar essas coisas por aqui, também travam um diálogo de vontades, lembranças, visões de mundo.</p>
<p>Penso então, que nada mais honesto do que transformar esse espaço. Já que as atualizações de cinema não preenchem mais um espaço que eu desejava, amplio meu escopo.  Transformo esse espaço aqui em algo mais aberto, menos rígido. Sim, ainda trarei aqui ideías sobre filmes, mas creio que também colocarei contribuições minhas. Talvez idéias de filmes, talvez desenhos, pinturas, fotos, textos aleatórios. Enfim, como todo lugar amplo na internet, tudo o que for possível.</p>
<p>Comprei um <em>tablet</em>, um daqueles aparelhos maravilhosos que fazem você desenhar no computador. Genial. Coloco aqui uma das minhas primeiras aventuras no novo brinquedo. Essa na verdade, tracei rapidamente no meu trabalho, no Paint. Gosto bastante, apesar de não ter título &#8211; coisa odiosamente &#8220;pós-moderna&#8221;.</p>
<p><a href="http://memoriadomundo.files.wordpress.com/2007/09/untitled.jpg" title="untitled"><img src="http://memoriadomundo.files.wordpress.com/2007/09/untitled.thumbnail.jpg?w=497" alt="untitled" /></a></p>
<p>Aproveito pra dizer que hoje tive uma percepção grandiosa.</p>
<p>Cheguei no trabalho e encontrei um amigo lá da UFF (bom, ele trabalha lá também, claro). Cheguei lá meio triste com a vida, cansado de tudo, rotina, editando aula de matemática. Aí estava o Sakê por lá. É o tal  amigo que falei. Gente fina ele. Ele sempre leva músicas pro trabalho, o que é ótimo. A gente trocou umas idéias sobre desenho e quadrinhos. Aliás, aproveito pra divulgar o rapaz no <a href="http://www.flickr.com/photos/11186255@N03/" title="Flickr">Flickr</a>.</p>
<span style='text-align:left;display:block;'><p><object type='application/x-shockwave-flash' data='http://s2.wp.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' width='290' height='24' id='audioplayer1'><param name='movie' value='http://s2.wp.com/wp-content/plugins/audio-player/player.swf' /><param name='FlashVars' value='&amp;bg=0xf8f8f8&amp;leftbg=0xeeeeee&amp;lefticon=0x666666&amp;rightbg=0xcccccc&amp;rightbghover=0x999999&amp;righticon=0x666666&amp;righticonhover=0xffffff&amp;text=0x666666&amp;slider=0x666666&amp;track=0xFFFFFF&amp;border=0x666666&amp;loader=0x9FFFB8&amp;soundFile=http%3A%2F%2Fwww.geocities.com%2Ffcsecco%2FGlenn_Miller_Clair_de_Lune.mp3' /><param name='quality' value='high' /><param name='menu' value='false' /><param name='bgcolor' value='#FFFFFF' /><param name='wmode' value='opaque' /></object></p></span>
<p>Foi embora e deixou umas músicas lá tocando, que ele sempre leva. Fico eu lá sozinho, ouvindo. Era jazz. E, no meio daquele dia besta, toca &#8220;Clair de Lune&#8221;, com Benny Goodman ou Glenn Miller, não me recordo agora. Foram 4 minutos reveladores. Parece que tudo se encaixou de novo. Não sei dizer, mas fazia tempo que eu não ouvia jazz. Acordo cedo pra ir pra faculdade, chego tarde em casa, vou pro computador resolver filmes, trabalhos, textos. Nada de música. E ouvir de novo assim&#8230; renovador. Pareceu, portanto, que os dias voltavam a andar. E que a vida pode ser só isso, e muito, ainda.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/memoriadomundo.wordpress.com/122/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/memoriadomundo.wordpress.com/122/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/memoriadomundo.wordpress.com/122/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/memoriadomundo.wordpress.com/122/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/memoriadomundo.wordpress.com/122/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/memoriadomundo.wordpress.com/122/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/memoriadomundo.wordpress.com/122/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/memoriadomundo.wordpress.com/122/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/memoriadomundo.wordpress.com/122/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/memoriadomundo.wordpress.com/122/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/memoriadomundo.wordpress.com/122/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/memoriadomundo.wordpress.com/122/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/memoriadomundo.wordpress.com/122/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/memoriadomundo.wordpress.com/122/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/memoriadomundo.wordpress.com/122/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/memoriadomundo.wordpress.com/122/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=memoriadomundo.wordpress.com&amp;blog=1252386&amp;post=122&amp;subd=memoriadomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Revista Moviola</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Aug 2007 16:13:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Secco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>

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		<description><![CDATA[Agora que percebi ter ficado quase duas semanas sem atualizar as coisas por aqui. Vai nova explicação: em breve lançaremos a Revista Moviola, online (www.revistamoviola.com) e tudo o que estou assistindo no momento servirá para um texto que escreverei pra lá. Digo, não pretendo comentar os filmes por aqui pois fazem parte do texto de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=memoriadomundo.wordpress.com&amp;blog=1252386&amp;post=121&amp;subd=memoriadomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agora que percebi ter ficado quase duas semanas sem atualizar as coisas por aqui. Vai nova explicação: em breve lançaremos a Revista Moviola, online (<a href="http://www.revistamoviola.com" target="_blank">www.revistamoviola.com</a>) e tudo o que estou assistindo no momento servirá para um texto que escreverei pra lá. Digo, não pretendo comentar os filmes por aqui pois fazem parte do texto de lá. E não dá tempo de ver outros. Me propus a assistir toda a filmografia disponível de Manoel de Oliveira (18 filmes) e não pretendo assistir nada além disso&#8230; Talvez INLAND EMPIRE, do Lynch, recém chegado do Emule.</p>
<p>Devido exclusivamente a esse fato, as atualizações aqui estão um pouco comprometidas por enquanto&#8230; quem sabe isso não me força a transformar o blog em algo além de impressões de filmes. Quem sabe não escrevo sobre outras coisas. Não sei, vou pensar sobre isso.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/memoriadomundo.wordpress.com/121/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/memoriadomundo.wordpress.com/121/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/memoriadomundo.wordpress.com/121/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/memoriadomundo.wordpress.com/121/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/memoriadomundo.wordpress.com/121/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/memoriadomundo.wordpress.com/121/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/memoriadomundo.wordpress.com/121/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/memoriadomundo.wordpress.com/121/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/memoriadomundo.wordpress.com/121/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/memoriadomundo.wordpress.com/121/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/memoriadomundo.wordpress.com/121/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/memoriadomundo.wordpress.com/121/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/memoriadomundo.wordpress.com/121/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/memoriadomundo.wordpress.com/121/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/memoriadomundo.wordpress.com/121/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/memoriadomundo.wordpress.com/121/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=memoriadomundo.wordpress.com&amp;blog=1252386&amp;post=121&amp;subd=memoriadomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Você precisa acreditar nas pessoas&#8221;</title>
		<link>http://memoriadomundo.wordpress.com/2007/08/11/voce-precisa-acreditar-nas-pessoas/</link>
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		<pubDate>Sat, 11 Aug 2007 15:08:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Secco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Filme do Dia: &#8220;Manhattan&#8221;, de Woody Allen, 1979 Woody Allen marcou minha vida. Fato consumado. No mês do meu aniversário, tenho que admitir que talvez apenas 2 cineastas me marcaram tanto. O outro foi Charlie Chaplin. Já disse aqui uma vez sobre minhas noites acordado esperando por Chaplin na TV, quando tinha uns 4 anos. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=memoriadomundo.wordpress.com&amp;blog=1252386&amp;post=117&amp;subd=memoriadomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://memoriadomundo.files.wordpress.com/2007/08/manhattan.jpg?w=497" alt="Manhattan" /></p>
<p>Filme do Dia: &#8220;Manhattan&#8221;, de Woody Allen, 1979</p>
<p>Woody Allen marcou minha vida. Fato consumado. No mês do meu aniversário, tenho que admitir que talvez apenas 2 cineastas me marcaram tanto. O outro foi Charlie Chaplin. Já disse aqui uma vez sobre minhas noites acordado esperando por Chaplin na TV, quando tinha uns 4 anos. Não que sejam os cineastas que mais gosto, ou os únicos que acho importantes, mas ambos são familiares até demais, próximos, amigos quase. Parece que se eu esbarrar com Allen na rua vou falar &#8220;E aí, como vai? Vamos tomar aquela cerveja?&#8221;. Bom, cerveja não, acho que ele não gosta.</p>
<p>É engraçado como nos relacionamos com pessoas famosas desse jeito. Mas Woody Allen me conforta. Me conforta saber que fez muitos filmes e que ainda os faz. Me renova. Alegra. Ele consegue falar das coisas mais simples de maneira tocante. É talvez um dos poucos cineastas que toque no tema da morte de maneira tão intrigante. Talvez o único que, ao longo de anos, tenha conseguido traçar um painel, um amplo painel sobre os relacionamentos humanos, sobre medos, angústias e desencontros. Mas é também um dos mais calorosos do mundo, um dos mais afetuosos.</p>
<p>E &#8220;Manhattan&#8221; é exatamente isso. Afeto. Talvez num momento em que Bergman, Antonioni, Vilella, e tantos outros se vão, ver Woody Allen tenha um quê de saudade. Aliás, ele cita Bergman neste filme. Fala (ele mesmo) que é o único gênio do cinema atual (lá de 79). É bonito demais ver isso hoje. E esse afeto que Allen tem pelo cinema, pela vida, contagia. Enquanto ele fala quais são as coisas belas do mundo para seu gravador, dá vontade de dizer que ele é uma delas, de abraçá-lo forte e só soltar no fim do filme, de agradecimento por tudo.</p>
<p>Aí percebo, então, que a estrutura de &#8220;Manhattan&#8221; ajuda muito nessa construção do afeto. Essa coisa do homem encontra garota, homem perde garota, homem corre atrás de garota; a corrida dele no final, para encontrá-la. O clichê que ele mesmo debocha: &#8220;Eu vim correndo. Ia pegar um táxi, mas vim correndo&#8221;. De todo o desespero que é típico de Woody Allen, de seu tumor falso em &#8220;Noivo nervoso, noiva neurótica&#8221; (Ou era em &#8220;Hannah e suas irmãs&#8221;? Ou em &#8220;Memórias&#8221;?), de seus desencontros amorosos, de seus medos absurdos e seus diálogos perspicazes, digo, de todos esses lugares comuns dele, algo se diferencia aqui, algo se destaca.</p>
<p>Se Woody Allen também fala das luzes da cidade, sua relação com Chaplin neste filme é muito mais profunda. Isaac (Allen) está perdido na cidade desde o começo do filme. É um ser alheio à ela, apesar de fazer parte inalienável dela. Em &#8220;Luzes da Cidade&#8221; o Vagabundo aparece na estátua recém-inaugurada. Faz parte da estrutura da cidade, da sua vida nas ruas, apesar de ser rechaçado. Isaac caminha pelas ruas de modo parecido: é parte da estrutura da cidade, começa o filme falando sobre a personagem do livro que escreve, citando como ela é apaixonada por Nova York, como faz parte dela e, como, ao mesmo tempo, representa a degradação da sociedade, sua falta de perspectiva, sua saudade. Não esqueçamos que Chaplin filmou &#8220;Luzes da Cidade&#8221;, mudo, em plena época do começo do cinema falado. Ele, portanto, também reiterava suas dificuldades de se adaptar ao mundo em constante progressão. Fez uma história de amor tipicamente romântica, com direito a herói altruísta. É claro, o herói de Allen não é tão altruísta assim, mas a história de amor é romântica também.</p>
<p><img src="http://memoriadomundo.files.wordpress.com/2007/08/manhattan2.jpg?w=497" alt="Manhattan2" /><img src="http://memoriadomundo.files.wordpress.com/2007/08/manhattan3.jpg?w=497" alt="Manhattan3" /></p>
<p>A sequência final do filme, de longe a melhor sequência que Woody Allen já filmou, escancara essa relação de maneira absoluta, mostra que Allen chora também, sem mostrar lágrimas, mas quase: ele a vê através do vidro, assim como o vagabundo vê a florista. Mas não foge como ele: vai de encontro a ela. Depois de insistir durante o filme para que ela fosse para Londres, se contradiz, diz exatamente o contrário do que disse antes. Está perdido em sentimento, sozinho na grande cidade. Não sabe muito bem o que dizer e, apesar de tantas palavras, a sensação é de que importam pouco. Como em Chaplin, os olhares dizem tudo. Plano e contra-plano, a história de amor típica do cinema. Poderíamos botar as mesmas cartelas, inclusive: ela poderia dizer &#8220;Can you see now?&#8221;, e ele &#8220;Yes, I can see now&#8221;; mas o que temos é mais profundo ainda, mais inquietante: ele diz &#8220;Seis meses é muito. Você vai mudar&#8230;&#8221;; ela responde, com uma lucidez impressionante: &#8220;Você precisa acreditar nas pessoas&#8221;. Se eles não choram na tela, só lacrimejam, do lado de cá é mais difícil segurar.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/memoriadomundo.wordpress.com/117/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/memoriadomundo.wordpress.com/117/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/memoriadomundo.wordpress.com/117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/memoriadomundo.wordpress.com/117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/memoriadomundo.wordpress.com/117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/memoriadomundo.wordpress.com/117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/memoriadomundo.wordpress.com/117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/memoriadomundo.wordpress.com/117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/memoriadomundo.wordpress.com/117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/memoriadomundo.wordpress.com/117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/memoriadomundo.wordpress.com/117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/memoriadomundo.wordpress.com/117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/memoriadomundo.wordpress.com/117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/memoriadomundo.wordpress.com/117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/memoriadomundo.wordpress.com/117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/memoriadomundo.wordpress.com/117/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=memoriadomundo.wordpress.com&amp;blog=1252386&amp;post=117&amp;subd=memoriadomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Manhattan2</media:title>
		</media:content>

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		<title>Um lugar público pra revelar intimidades</title>
		<link>http://memoriadomundo.wordpress.com/2007/08/06/um-lugar-publico-pra-revelar-intimidades/</link>
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		<pubDate>Tue, 07 Aug 2007 01:25:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Secco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Filme do Dia: &#8220;Medos Privados em Lugares Públicos&#8221;, de Alain Resnais, 2006 Já disse aqui uma vez que fazer filmes é compor espaços. E, claro, definir como os corpos ocupam esses espaços. É, portanto, extremamente importante entender que o espaço no cinema é variável e inventado. Que ele se define por um recorte, direciona, limita. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=memoriadomundo.wordpress.com&amp;blog=1252386&amp;post=112&amp;subd=memoriadomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://memoriadomundo.files.wordpress.com/2007/08/coeurs2.jpg?w=497" alt="Coeurs1" /><br />
<img src="http://memoriadomundo.files.wordpress.com/2007/08/coeurs1.jpg?w=497" alt="Coeurs2" /></p>
<p>Filme do Dia: &#8220;Medos Privados em Lugares Públicos&#8221;, de Alain Resnais, 2006</p>
<p>Já disse aqui uma vez que fazer filmes é compor espaços. E, claro, definir como os corpos ocupam esses espaços. É, portanto, extremamente importante entender que o espaço no cinema é variável e inventado. Que ele se define por um recorte, direciona, limita. É impossível pensarmos em ver, na &#8220;vida real&#8221;, uma pessoa mais à esquerda, mais à direita, fora de foco. Estão todos sempre no centro, quando lhes damos atenção, claro. No cinema (na Arte em geral, mas vamos limitar) é exatamente o oposto que ocorre. A atenção divaga entre um espaço bem marcado. Dentro dele, o da tela, o olhar percorre tudo, vaga, e emerge.  Inscrever coisas nesse espaço minúsculo e encadeá-las é tarefa árdua, complexa. E dos agora 112 anos em que isso é feito (ou tentado?) no cinema, Alain Resnais participou de 60 anos dessa construção, se contarmos a partir de &#8220;Van Gogh&#8221;, de 1948. Mais da metade da vida do cinema, portanto, teve a presença de Resnais, contou com sua contribuição, com sua invenção, com a sua maneira de codificar esse espaço.</p>
<p>Então teremos, de fato, espaços apresentados desde o começo do filme. A primeira sequência é exatamente a de uma mulher visitando um apartamento junto a um corretor imobiliário. E a definição do espaço que será trabalhado em &#8220;Medos Privados&#8230;&#8221; se dá logo ali: ela afirma que a casa foi dividida, que paredes foram colocadas a mais, partindo a casa em pedaços. Aponta uma janela que está presente em duas salas, com uma parede no meio e afirma: &#8220;Aqui ou duas pessoas congelam juntas, ou se asfixiam ambas&#8221;.</p>
<p>Essa divisão estará presente o tempo todo no filme, em divisórias de vidro, em paredes, em cortinas, na neve. Mas, mais importantes, nos enquadramentos, no foco, no movimento de câmera. Enquanto Resnais prima absolutamente pelas atuações, até pela relação com o teatro que ele desenvolve há anos (aliás, lembro de &#8220;No Smoking&#8221;, de 93, o único que vi), ele ainda consegue tratar da linguagem de um filme como parte importante. Não sofre o estigma teatral de deixar tudo para os atores, apenas os chama para ajudá-lo a compor, e a emocionar.</p>
<p>Podemos pensar, portanto, &#8220;Medos Privados&#8230;&#8221; como vários movimentos dentro dessa premissa. O primeiro de se definir como melodrama e, dentro desse universo, manter-se fiel dentro dele, no que tange ao que podemos chamar de enredo. Mas ao mesmo tempo reconvertê-lo e transformar tudo isso em algo muito mais leve e indefinido. Se falar de solidão é algo comum hoje em dia, tratar de suas nuances não é tão fácil. Resnais envereda, então, em outro movimento que poderíamos chamar de olhar. Descreve cada pedaço de sentimento com imagens, transita entre esses sentimentos com imagens (os fades-para-neve ao longo de todo o filme) e se deixa submergir por eles, na sequência da última conversa entre Lionel e Charlotte, acerca da internação do pai dele. Sequência, aliás, primorosa nessa imersão. Enquanto conversam, vemos os planos-detalhe mais impressionantes, ligados por cortes &#8220;cortina&#8221;, enfim mostrando o único espaço que não havia sido dado ao espectador até então. Não só o mostrando, mas dizendo tudo que é possível dizer sobre aquele espaço em poucos segundos; relacionando a cama vazia a todos os minutos anteriores de filme, a todas as pessoas envolvidas na solidão nevada tão explicitada; e ao mesmo tempo dizendo que ainda assim, depois desse frio todo da separação, há o belo calor do humano. Os tais medos, bem íntimos, daqueles intrínsecos à nossa existência, talvez até mais pertinentes à velhice e à solidão, afloram nos tais lugares públicos: na balcão do bar, e o &#8220;refúgio&#8221; de uma mesa &#8220;mais isolada&#8221;; na loja com paredes de vidro, o beijo e a cidade passando à vista; na sala que, repentinamente, deixa o mundo frio entrar; na tela do cinema, palco, falsa parede.</p>
<p>É nesse espaço entrecortado, enfim, que Resnais permite a suas personagens um alívio. Não um alívo completo, afinal, mas a idéia de que, apesar das paredes, há as portas, e que as relações que passam por nossas vidas são paradoxalmente inconstantes e surpreendentes, mas possíveis.</p>
<p>O primeiro dos dois planos que coloquei acima é do teto da casa que a mulher visita na primeira sequência do filme. É um plano de tirar o fôlego, inesperado, provocador. Pede ao espectador, logo nos primeiros minutos de filme, que olhe de maneira diferente, inusitada, pois tudo o que verá a seguir esconde algo a mais, revela algo a mais, é complicado e muito simples, afinal.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/memoriadomundo.wordpress.com/112/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/memoriadomundo.wordpress.com/112/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/memoriadomundo.wordpress.com/112/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/memoriadomundo.wordpress.com/112/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/memoriadomundo.wordpress.com/112/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/memoriadomundo.wordpress.com/112/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/memoriadomundo.wordpress.com/112/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/memoriadomundo.wordpress.com/112/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/memoriadomundo.wordpress.com/112/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/memoriadomundo.wordpress.com/112/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/memoriadomundo.wordpress.com/112/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/memoriadomundo.wordpress.com/112/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/memoriadomundo.wordpress.com/112/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/memoriadomundo.wordpress.com/112/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/memoriadomundo.wordpress.com/112/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/memoriadomundo.wordpress.com/112/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=memoriadomundo.wordpress.com&amp;blog=1252386&amp;post=112&amp;subd=memoriadomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Coeurs2</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Sobre Jussara, sobre eu mesmo, sobre o eterno e o efêmero</title>
		<link>http://memoriadomundo.wordpress.com/2007/08/04/sobre-jussara-sobre-eu-mesmo-sobre-o-eterno-e-o-efemero/</link>
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		<pubDate>Sun, 05 Aug 2007 01:54:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando Secco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois que escrevi o título pensei que poderia ser imaginado (o texto abaixo) como grande pensamento sobre a existência humana, profundo, embasado, generoso e inovador. Mas não é nada disso. Sou só eu com medo de novo. Filme do Dia: &#8220;O Vôo Silenciado do Jucurutu &#8211; Sobre a cineasta Jussara Queiroz&#8221;, de Paulo Laguardia, 2007 [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=memoriadomundo.wordpress.com&amp;blog=1252386&amp;post=108&amp;subd=memoriadomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Depois que escrevi o título pensei que poderia ser imaginado (o texto abaixo) como grande pensamento sobre a existência humana, profundo, embasado, generoso e inovador.</p>
<p>Mas não é nada disso. Sou só eu com medo de novo.</p>
<p><img src="http://memoriadomundo.files.wordpress.com/2007/08/jussara.jpg?w=497" alt="Jussara" /></p>
<p>Filme do Dia: &#8220;O Vôo Silenciado do Jucurutu &#8211; Sobre a cineasta Jussara Queiroz&#8221;, de Paulo Laguardia, 2007</p>
<p>O que dizer de um filme biográfico? A primeira coisa é perguntar por que fazê-lo? Pra quem? Contra quem? Veja, nada é tão simples que possa ser enquadrado em mera homenagem, em mero apego. Encadear imagens e sons é sempre uma afronta, uma polêmica. Encadear a vida de uma pessoa é, portanto, polemista tanto quanto.</p>
<p>E eu nem sabia quem era Jussara. Depois de ver vários dos meus professores &#8220;velhos de guerra&#8221;, ainda presentes no cotidiano da Universidade, ainda vivos, falando, gesticulando e lembrando, depois de vê-los falando sobre ela, comentando suas investidas no tal cinema marxista-leninista, dá pra ter uma idéia, dá pra entender que Jussara foi, é, e vai ser. Mas a importância desse documentário não reside na sua estratégia de homenagem nem na sua linguagem. Ao menos não pra mim.</p>
<p>O filme é, honestamente, ruim como proposta de cinema, nada de novo, só aquele velho clichê clássico-narrativo documental: depoimentos, imagens dos filmes dela, crianças, imagens novas dela. O tal depoimento-exposição, mais corriqueiro que plano e contra-plano em novela. Podemos entender que o documentário não tem essa intenção e, portanto, cumpre o papel ao qual se propõe: nos contar sobre Jussara. Tá bom, vá lá. Mas acho que Jussara, descontando o sentimentalismo de ser homenageada, não deve gostar muito do filme, ela que, segundo os entrevistados &#8220;sempre prezou a experiência de linguagem, a linguagem ousada&#8221;.</p>
<p>Enfim, não é aqui que quero chegar exatamente. Quero chegar no ponto que me concerne e que me emociona dessa coisa toda. Não do filme citado, mas da idéia de se filmar pessoas, de registrar vidas, de contar histórias dessas vidas, lembranças, memórias: está ali registrada Jussara, está ali dito e esclarecido que existiu Jussara, que filmou Jussara, que criou Jussara, que amou Jussara. E agora, dito que foi amada (que é amada). Isso deve ter sido dito várias vezes, mas não gravado e colocado no ramo das coisas eternas. A importância disso, caros, está no fato de que morremos todos. E conosco se vai tudo. Mas e o que fica, o que resta, o que imortaliza? A filósofos restam os pensamentos, a homens de Estado restam os &#8220;feitos&#8221;, sem julgamentos da minha parte. Mas a marceneiros restam as madeiras que entalhou e modelou, aos pintores (os de parede, claro) restam as paredes, derrubadas ou não. A cineastas, que também lapidam e pintam como trabalhadores desconhecidos, que também pensam e guiam, a eles restam os filmes. Talvez então fazer apenas um filme já é ser imortal, é se vangloriar de ter a si mesmo ali, registrado, contado, quase vivido. Nem que seja só enquanto durar o mundo.</p>
<p>Essa vida vivida a mais, sem sabermos, talvez diminua as sensações soltas de vazio, da certeza de ocaso. Lembro de novo de &#8220;A Tabacaria&#8221;, de Fernando Pessoa/Álvaro de Campos, e da idéia que fixa na minha cabeça de que tudo se vai, e é isso e nada mais.</p>
<p>E nós de cinema sempre temos corações grandes o suficiente para lembrarmos de tudo, de todos nós, Quixotes que somos às vezes, Pierrots que somos sempre. Um ano de luto este, tanto pelos grandes Ingmar Bergman, Michelangelo Antonioni e Michel Serrault, tanto pelo menos conhecido mundialmente mas também grande Sérgio Vilella. Talvez essas homenagens e lembranças sejam pouco. E eu, que sou coração por inteiro, me emociono de ver que o esquecimento é inevitável, que um dia nossa existência será irrelevante, inodora, indolor. E lembro, só agora, que os imortais filmes também morrem, nos deixam e nos esquecem. Mas nessa passagem rápida comentam tudo o que vêem, trasformam em eterno cada momento passageiro. É aquele eterno passageiro, que imagina não se sair de um filme incólume, mas também não se sair intocado. Me emociona ver que Jussara existiu, e que eu existo também, para todos nós deixarmos isso tudo pra trás um dia.</p>
<p>Penso, então, que não me importa a cova, a lápide, os ramos, as lágrimas. Talvez fosse mais digno se a lápide repetisse infinitamente um filme desses, sobre quem esteve ali, para que se saiba que foi, o que fez e, mais importante, o que deixou de fazer. Ou talvez, ainda, se fôssemos todos enterrados numa vala comum e que ali se projetasse um grande filme sobre todos nós e que contasse, um por um,  a história do mundo.</p>
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