Uma nova proposta
Percebi que, agora que minha vida se enlouquece de tarefas, manter esse blog apenas como espaço de cinema é bobagem. Acho que, ainda mantendo a proposta de uma relação de memória, colocar aqui criações cotidianas, falar de minhas mudanças, evoluções, involuções, crises e superações, artísticas num primeiro momento; perceptivas, de fruição, num segundo; pessoais, num terceiro. Falar dessas coisas, colocar essas coisas por aqui, também travam um diálogo de vontades, lembranças, visões de mundo.
Penso então, que nada mais honesto do que transformar esse espaço. Já que as atualizações de cinema não preenchem mais um espaço que eu desejava, amplio meu escopo. Transformo esse espaço aqui em algo mais aberto, menos rígido. Sim, ainda trarei aqui ideías sobre filmes, mas creio que também colocarei contribuições minhas. Talvez idéias de filmes, talvez desenhos, pinturas, fotos, textos aleatórios. Enfim, como todo lugar amplo na internet, tudo o que for possível.
Comprei um tablet, um daqueles aparelhos maravilhosos que fazem você desenhar no computador. Genial. Coloco aqui uma das minhas primeiras aventuras no novo brinquedo. Essa na verdade, tracei rapidamente no meu trabalho, no Paint. Gosto bastante, apesar de não ter título – coisa odiosamente “pós-moderna”.
Aproveito pra dizer que hoje tive uma percepção grandiosa.
Cheguei no trabalho e encontrei um amigo lá da UFF (bom, ele trabalha lá também, claro). Cheguei lá meio triste com a vida, cansado de tudo, rotina, editando aula de matemática. Aí estava o Sakê por lá. É o tal amigo que falei. Gente fina ele. Ele sempre leva músicas pro trabalho, o que é ótimo. A gente trocou umas idéias sobre desenho e quadrinhos. Aliás, aproveito pra divulgar o rapaz no Flickr.
Foi embora e deixou umas músicas lá tocando, que ele sempre leva. Fico eu lá sozinho, ouvindo. Era jazz. E, no meio daquele dia besta, toca “Clair de Lune”, com Benny Goodman ou Glenn Miller, não me recordo agora. Foram 4 minutos reveladores. Parece que tudo se encaixou de novo. Não sei dizer, mas fazia tempo que eu não ouvia jazz. Acordo cedo pra ir pra faculdade, chego tarde em casa, vou pro computador resolver filmes, trabalhos, textos. Nada de música. E ouvir de novo assim… renovador. Pareceu, portanto, que os dias voltavam a andar. E que a vida pode ser só isso, e muito, ainda.


ah pra isso q vc queria a música! =) haha
valeu pela divulgation, lesk!
=*